O Conde Alexandre Siciliano nasceu em 17 de maio de 1860, em San Nicola Arcella, na Itália, e faleceu em 19 de fevereiro de 1923, no Rio de Janeiro. Foi um industrial ítalo-brasileiro de grande influência, reconhecido por sua atuação empresarial e por obras de caridade.
Filho de Biagio Gaetano Siciliano e Anna Teresa Alario, chegou ao Brasil ainda criança e se estabeleceu em Piracicaba, onde começou a trabalhar no comércio de tecidos com familiares. Seu talento para os negócios logo se destacou, permitindo que acumulasse fortuna e se tornasse um dos grandes nomes da indústria e do setor bancário no país. Além de sua atuação econômica, Siciliano foi defensor da campanha abolicionista, oferecendo abrigo e proteção a pessoas escravizadas foragidas, o que lhe rendeu condecorações da Coroa da Itália, como os títulos de Cavaleiro Oficial e Comendador.
Em 5 de agosto de 1916, recebeu do Papa Bento XV o título de Conde, em reconhecimento por sua filantropia e contribuição social. Após sua morte, o título foi herdado por seu filho, Alexandre Siciliano Júnior, com confirmação do Papa Pio XI em 1924. Casado com Laura de Melo Coelho, teve quatro filhos: Alexandre Júnior, Anna Theresa, Violeta e Paulo Siciliano.
Sua memória permanece viva não apenas pela relevância empresarial e social, mas também por instituições que levam seu nome, como a Escola SENAI Conde Alexandre Siciliano em Jundiaí, que o homenageia como patrono. Assim, sua trajetória sintetiza a figura de um imigrante que se tornou referência na indústria brasileira e na luta por causas humanitárias.
Principal atividade ou função histórica: Empresarial Nascimento: 17 de maio de 1860 Falecimento: 19 de fevereiro de 1923 Localização: Rua 22 / Terreno 3‐4 LE - Cemitério da Consolação, São Paulo)
Descrição do jazigo: Monumento de estilo eclético criado pelo escultor Amadeu Zani. Localizado na Rua 22, terrenos 3 e 4, o jazigo da Família Siciliano é feito em mármore de Carrara e apresenta rosáceas, leões estilóforos, uma figura feminina velada e ornamentos florais, símbolos que unem força, espiritualidade e delicadeza. Tombado pelo Condephaat, o monumento reflete a relevância social e cultural do conde, perpetuando sua memória como industrial, empresário e aristocrata, além de ser um dos exemplares mais expressivos da arte tumular paulistana.
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| Foto: Li Merlucci |








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