Ramos de Azevedo

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Francisco de Paula Ramos de Azevedo foi um influente engenheiro, arquiteto, professor e empreendedor paulista, nascido em 8 de dezembro de 1851. Embora fontes variem entre São Paulo e Campinas como seu local de nascimento, sua trajetória acadêmica consolidou-se na Bélgica, onde se formou pela Universidade de Gante em 1878. Ao retornar ao Brasil, estabeleceu-se inicialmente em Campinas, cidade onde deixou suas primeiras marcas significativas, como a construção da Escola do Povo Ferreira Penteado, o Circolo Italiani Uniti — atual Casa de Saúde Campinas — e a conclusão da Catedral da cidade, considerada seu primeiro grande trabalho de vulto.

No final do século XIX, atraído por convites para projetar residências da elite cafeeira, Ramos de Azevedo transferiu-se para a capital paulista. Lá, fundou o seu escritório técnico, posteriormente conhecido como F. P. Ramos de Azevedo & Cia, localizado na Rua Boa Vista. Sua atuação foi determinante para a transformação urbana de São Paulo na virada do século, sendo o responsável por marcos icônicos como o Teatro Municipal, o Mercado Municipal, a Pinacoteca do Estado, o Palácio das Indústrias e o Hospital Psiquiátrico do Juqueri. Seus projetos também se estenderam ao Rio de Janeiro e geraram contribuições significativas para a arquitetura brasileira.

Além da construção civil, ele desempenhou um papel fundamental na educação técnica. Ramos de Azevedo foi um dos fundadores da Escola Politécnica de São Paulo, onde implementou um modelo de ensino inspirado em suas experiências europeias, e dirigiu o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Nesta última instituição, promoveu uma reforma educacional profunda que tornou a escola autossuficiente e uma referência nacional. No campo político, chegou a atuar brevemente como senador estadual.

Um aspecto notável de sua carreira foi sua importância para a organização e estética dos cemitérios de São Paulo e Campinas. Embora não fosse escultor, Ramos de Azevedo foi uma figura central na valorização desses espaços. Ele projetou as imponentes fachadas, muros e edifícios de administração de cemitérios como o da Consolação e o da Saudade, criando a moldura arquitetônica necessária para essas necrópoles. Além disso, seu escritório concebeu grandiosos jazigos para a elite cafeeira, atuando como um articulador que encomendava esculturas de artistas renomados para adornar as estruturas que projetava. Ao aplicar sua estética eclética a esses locais, ele ajudou a transformá-los em verdadeiros museus a céu aberto. Ramos de Azevedo faleceu no Guarujá em 12 de junho de 1928, aos 76 anos, deixando um legado que ainda define a identidade visual e urbana de São Paulo.


Algumas de suas obras que encontrei no Cemitério da Consolação em São Paulo:

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Túmulo de Júlio Starace
Fachada Externa
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Capela do Cemitério da Consolação/SP.
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Fachada (Parte interna)
Muros
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Prédio da administração 






Algumas de suas obras que encontrei no Cemitério da Saudade em Campinas:

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Fachada Cemitério da Saudade
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Prédio da administração do Cemitério da Saudade
Jazigo da Família Penteado (1882)

















Galeria de fotos:
Foto: Wikipédia
Foto:www.guiadasartes.com.br
Ramos de Azevedo, c.1924 Fotografia do Ateliê Rosenfeld. In: Ramos de Azevedo e seu escritório, p. 114.
Foto:www.poli.usp.br
Foto: Wikipédia.

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