Nos anos seguintes, a marmoraria mudou diversas vezes de endereço, acompanhando o crescimento da empresa e da própria cidade. Em 1897, transferiu-se para a Rua Conselheiro Nébias, nº 27-A; em 1903, passou a funcionar na Rua Barão de Itapetininga, nº 9; e em 1904 mudou-se para a Rua Santa Ephigênia, nº 69, locais que concentravam importantes atividades comerciais da capital paulista na época.
A partir da década de 1910 o estabelecimento passou a ser conhecido simplesmente como Marmoraria Tavolaro. Uma publicidade publicada em 1916, na revista A Cigarra, informa que a empresa estava instalada na Rua da Consolação, nº 98, convidando o público a visitar sua exposição permanente de obras em mármore e granito, entre elas túmulos, estátuas, vasos, cruzes e outros elementos ligados à arte funerária. Esses anúncios destacavam que a marmoraria havia recebido o Grande Prêmio e Medalha de Ouro nas Exposições Internacionais de Milão (1911) e Roma (1913), reconhecimento que demonstrava o prestígio artístico da oficina.
Outras publicações da época também ressaltavam a reputação da empresa, afirmando que era a casa que havia executado alguns dos melhores monumentos funerários instalados nos cemitérios da capital e do interior de São Paulo, oferecendo ainda desenhos e orçamentos para clientes interessados. A partir de 1916, o periódico italiano Il Pasquino Coloniale passou a divulgar anúncios da marmoraria em italiano, informando que a empresa mantinha sempre em estoque mármores brancos e coloridos e executava qualquer tipo de trabalho em pedra, mantendo também uma exposição permanente de arte funerária.
Em 1919, registros do Almanak Laemmert mostram uma fotografia da fachada da empresa ainda na Rua da Consolação, nº 98. Na imagem é possível ver a data de fundação, 1894, destacada no prédio, além de uma grande escultura de anjo exposta na vitrine central, espaço reservado para apresentar as obras da oficina ao público. Esse detalhe revela como a marmoraria utilizava sua própria fachada como uma espécie de galeria de exposição, evidenciando a importância artística e comercial do estabelecimento.
Ao longo de sua trajetória, a Marmoraria Tavolaro participou da produção de numerosos monumentos funerários em mármore, contribuindo para o patrimônio escultórico de vários cemitérios paulistas e para o desenvolvimento da tradição de arte tumular ligada à presença de marmoristas italianos em São Paulo no final do século XIX e início do século XX.














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