Ariosto Mila

Nascido no dia 28 de dezembro de 1912, Ariosto Mila atravessou grande parte do século XX consolidando uma trajetória de extraordinário relevo no panorama intelectual, acadêmico e urbanístico brasileiro. Ele soube conciliar com maestria a sensibilidade das artes visuais com o rigor técnico da engenharia e da arquitetura, construindo um legado que impactou profundamente tanto a produção profissional quanto o ensino acadêmico no país.

Como artista plástico e doutor em arquitetura, dedicou grande parte de sua vida ao magistério superior na prestigiada Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Sua liderança nata e o imenso respeito que conquistou entre seus pares o conduziram ao cargo máximo de diretor da instituição no ano de 1980. Além das salas de aula, exerceu um papel estratégico no desenvolvimento da infraestrutura de pesquisa do estado como membro do Fundo para Construção da Cidade Universitária.

Na prática profissional, sua assinatura esteve presente em inúmeras obras de relevância que o consagraram como um dos arquitetos mais respeitados e influentes do Brasil. Essa sólida reputação técnica e sua conduta ética exemplar o levaram à presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), órgão no qual também assumiu a responsabilidade de presidir a Comissão de Ética Profissional, zelando pelas boas práticas e pela valorização da categoria no país.

Sua conexão com o planejamento urbano e a preservação histórica deixou marcas indeléveis, especialmente no município de Jundiaí. Ariosto Mila presidindo a Comissão Permanente do Plano Diretor da cidade, espaço onde coordenou e elaborou os primeiros estudos fundamentais para a implantação do complexo do Paço Municipal, projetando o crescimento ordenado da administração local. Da mesma forma, sua sensibilidade artística foi posta a serviço do patrimônio histórico ao presidir a Comissão de Estudos para a complexa restauração do Teatro Polytheama, garantindo o salvamento de um dos maiores símbolos culturais da região.

Após uma vida inteiramente dedicada à cultura, à arquitetura e ao desenvolvimento regional, seu ciclo terreno encerrou-se com seu sepultamento no dia 9 de dezembro de 1987. Em reconhecimento a essa brilhante jornada, a cidade de Jundiaí prestou-lhe uma merecida e permanente homenagem pública ao escolher seu nome para patrono do saguão de exposições da Casa da Cultura, eternizando sua memória no coração da vida artística local.

Principal atividade ou função histórica: Artística.
Nascimento: 28 de dezembro de 1912
Falecimento: 09 de dezembro de 1987
Localização: Quadra 10 - Cemitério Nossa Senhora do Desterro, Jundiaí.
Descrição do jazigo: Sepultura em mármore polido, estilo modernista.




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