Contudo, sua fase mais gloriosa ocorreu no Corinthians, clube que defendeu entre 1941 e 1948. No Parque São Jorge, ele se tornou um ídolo histórico ao alcançar a artilharia do Campeonato Paulista por dois anos consecutivos, marcando 24 gols em 1942 e 20 gols em 1943. Ao todo, registrou a impressionante marca de 100 gols em 131 partidas pelo alvinegro, uma das médias mais altas da história da instituição. Além do sucesso nos clubes, Milani foi peça fundamental da Seleção Paulista, sendo bicampeão brasileiro de seleções e artilheiro da competição em 1942.
Para além das estatísticas dentro de campo, Milani ficou eternizado pelo apelido de Artilheiro Aviador. Graças aos recursos de sua família e ao seu espírito audacioso, ele pilotava o próprio avião para se deslocar de Jundiaí até os treinamentos em São Paulo, evitando o desgaste das viagens de trem, o que era um feito extraordinário para a época. Após encerrar a carreira no Juventus e no Paulista de Jundiaí, ele utilizou sua educação para atuar na vida pública, servindo como Secretário de Finanças em Jundiaí e Itupeva. Mário Milani faleceu em 2003, aos 85 anos, deixando um legado de pioneirismo e excelência que hoje é homenageado em nomes de estádios e viadutos na região.
Principal atividade ou função histórica: Esporte
Nascimento: 15 de agosto de 1918
Falecimento: 24 de setembro de 2003
Localização: Quadra 13 - Cemitério Nossa Senhora do Desterro, Jundiaí.
Descrição do jazigo: A sepultura revela uma tendência modernista ao utilizar o granito polido como revestimento, conferindo sobriedade e imponência ao conjunto. O destaque está na estátua em bronze de Cristo de braços abertos, que acrescenta força simbólica e espiritual à composição. As placas gravadas e o painel em vidro com cena religiosa completam o monumento, equilibrando a geometria limpa do granito com elementos artísticos e devocionais, resultando em uma obra que une modernidade e tradição no espaço funerário.






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