Sua atuação em 1932 foi decisiva e rigorosa. Em 15 de julho daquele ano, ele ordenou a prisão do general Miguel Costa, figura aliada de Getúlio Vargas e vista como um dos pivôs da crise que antecedeu o conflito armado. A ação, realizada com o apoio da Força Pública no Bosque da Saúde, visava conter espiões e sabotadores partidários de Costa que atuavam contra os interesses paulistas. No entanto, sua postura combativa o levou a romper com o governo estadual em 29 de setembro de 1932; Martins renunciou ao cargo por discordar frontalmente das tratativas para o fim do conflito, sendo substituído interinamente pelo coronel Brasílio Taborda.
Mesmo fora do cargo, Martins manteve-se fiel ao movimento e assinou, em 2 de outubro de 1932, o manifesto "Ao Povo de S. Paulo". O documento expressava a insatisfação do governo de Pedro de Toledo quanto ao acordo de paz firmado entre a Força Pública Paulista e o governo federal. Com o encerramento da Revolução, ele sofreu as consequências de sua oposição ao regime de Vargas, sendo preso na Casa de Correção do Rio de Janeiro ao lado de detentos comuns.
Libertado em 28 de outubro de 1932, Thyrso Martins seguiu para o exílio em 1º de novembro, integrando a primeira leva de exilados a bordo do vapor Pedro I. Ao partir, proferiu uma frase que sintetizava seu espírito público: "Aqui, como alhures, com o Brasil no coração e São Paulo no pensamento". Sua permanência fora do país durou até agosto de 1933, quando obteve autorização especial da ditadura para retornar ao Brasil. Thyrso Martins faleceu em São Paulo no dia 29 de maio de 1941, aos 59 anos, deixando um legado de firmeza política e lealdade às causas paulistas.
Principal atividade ou função histórica: Política
Nascimento: 4 de janeiro de 1882
Falecimento: 29 de maio de 1941
Localização: Rua 26, terreno 1 - Cemitério da Consolação, São Paulo.
Descrição do jazigo: Intitulado “Bandeira” e criado por Nicola Rollo, presta homenagem à vida e aos atos políticos de Thyrso Martins por meio de uma escultura que representa uma bandeira não totalmente desfraldada. No centro da composição, o losango característico da bandeira nacional abriga o mapa do Brasil, reforçando o simbolismo patriótico e a ligação do homenageado com sua trajetória política. A obra, em pedra de tom avermelhado, combina abstração e monumentalidade, transmitindo ao mesmo tempo solenidade e um sentido de inacabado, como se a bandeira aguardasse o vento da história para se abrir por completo.

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