Rubens de Falco Costa nasceu em São Paulo em 19 de outubro de 1931 e construiu uma carreira marcante no teatro, cinema e televisão brasileira. Filho de Renato Breno da Costa e Anna De Falco, cresceu em uma família inicialmente confortável, mas enfrentou dificuldades após a morte precoce do pai. Iniciou sua trajetória artística em 1955, participando dos jograis em São Paulo ao lado de nomes como Armando Bogus e Ítalo Rossi, e logo se destacou no teatro, atuando em peças importantes como Os Ossos do Barão, de Jorge Andrade, no Teatro Brasileiro de Comédia em 1963.
Na televisão, Rubens de Falco tornou-se um dos atores mais reconhecidos de sua geração, frequentemente escalado para papéis intensos e de grande impacto. Seu maior sucesso veio em 1976, quando interpretou Leôncio Almeida, o vilão da novela Escrava Isaura, papel que lhe deu fama internacional e o consagrou como um dos maiores antagonistas da teledramaturgia brasileira. A novela, estrelada por Lucélia Santos, foi exibida em diversos países e transformou Rubens em uma figura conhecida mundialmente. Ele também brilhou em outras produções, como O Grito (1975), A Sucessora (1978), Gaivotas (1979), Sinhá Moça (1986) e Bambolê (1987). Curiosamente, interpretou o Conde Drácula em duas novelas diferentes, ambas em 1980, mostrando sua versatilidade.
No cinema, participou de filmes como Pixote, a Lei do Mais Fraco (1981), Coronel Delmiro Gouveia (1978) e Sonhos Tropicais (2001), além de produções internacionais. Sua carreira foi longa e diversificada, estendendo-se até 2008, ano de seu falecimento.
Na vida pessoal, teve um relacionamento com a atriz Susana Vieira durante as gravações de A Sucessora, chegando a morar com ela em Portugal. Em entrevistas, Rubens demonstrava uma visão crítica sobre casamento e vida em comum, valorizando a individualidade. Em outubro de 2006 sofreu um AVC e, após complicações, permaneceu internado até falecer em 22 de fevereiro de 2008, vítima de um ataque cardíaco decorrente de embolia, aos 76 anos.
Rubens de Falco está sepultado no Cemitério da Consolação, em São Paulo, e é lembrado como um dos grandes atores da dramaturgia brasileira, cuja intensidade e talento marcaram profundamente o público e a história da televisão nacional.
Principal atividade ou função histórica: Ator Nascimento: 19 de outubro de 1931 Falecimento: 22 de fevereiro de 2008 Localização: Quadra 57, terreno 48 - Cemitério da Consolação, São Paulo.
Descrição do jazigo: Estrutura em granito de linhas retas e imponentes, composta por três níveis. O nível central abriga a abertura tumular, originalmente fechado por um portão de bronze, que junto de um vaso de bronze colocado à frente foi roubado ao longo do tempo. Nas laterais, duas bases mais baixas correspondem às gavetas tumulares, criando equilíbrio na composição. Na cabeceira, uma base retangular funciona como lápide, trazendo uma placa em homenagem ao ator.

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