Em Jundiaí, sua prática médica tornou-se sinônimo de filantropia e dedicação ao próximo. O médico visitava pessoalmente a casa dos pacientes e notabilizou-se por não cobrar consultas das famílias pobres, chegando a doar remédios e dinheiro do próprio bolso para garantir que nenhum tratamento fosse interrompido por falta de recursos. Durante catorze anos, trabalhou no Hospital São Vicente de Paulo e, ao lado de outros compatriotas, fundou a Fratellanza do Mútuo Socorro para atender imigrantes italianos. Em 1924, expandiu essa visão ao transformar a sociedade no hospital Casa de Saúde, ampliando o atendimento médico para todos os cidadãos da região.
Sua morte foi marcada por uma profunda comoção social. Vítima de um acidente vascular cerebral, o Dr. Domingos Anastasio agonizou por vários dias enquanto colegas médicos de Jundiaí e Campinas tentavam, sem sucesso, reverter seu quadro. O anúncio de seu falecimento mergulhou a cidade em luto; milhares de pessoas acompanharam o cortejo fúnebre pelas ruas centrais até o Cemitério de Nossa Senhora do Desterro, em uma das maiores manifestações de carinho já registradas na história local.
O reconhecimento ao seu trabalho perpetuou-se através de diversas homenagens públicas. A instituição Casa de Saúde foi rebatizada com seu nome, e sua memória foi eternizada com um busto de bronze na praça que também leva seu nome, situada na esquina das ruas Rangel Pestana e Torres Neves. Até hoje, seu túmulo permanece como um dos mais visitados do Cemitério de Nossa Senhora do Desterro, sendo um ponto constante de orações, velas e flores deixadas por aqueles que ainda admiram sua trajetória de entrega e humanismo.
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| Foto: Li Merlucci |
| Foto: Li Merlucci |
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