Nicolina Vaz de Assis nasceu em18 de dezembro de 1874 em Campinas, São Paulo, e faleceu em 20 de julho de 1941, no Rio de Janeiro. Foi uma das primeiras escultoras brasileiras a conquistar reconhecimento nacional e internacional em um campo dominado por homens. Desde muito jovem demonstrou talento para a escultura, e aos treze anos já modelava figuras. Casou-se aos quinze com o médico Benigno Alfredo de Assis, que apoiou sua carreira, e com ele teve sete filhos. Após a morte de Benigno em 1909, casou-se em 1911 com o escultor português Rodolfo Pinto do Couto, união que durou até 1936.
Formou-se na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, onde foi aluna de Rodolfo Bernardelli, e entre 1904 e 1907 estudou em Paris na Academia Julian, sob orientação de mestres como Alexandre Falguière e Denys Puech. Essa experiência internacional ampliou sua técnica e a inseriu no circuito artístico europeu, chegando a expor no Salon de Paris.
Entre suas obras mais conhecidas estão Vitória, em mármore branco, marcada pelo dinamismo das formas; O Selvagem, de 1898, considerada a primeira escultura em estilo art nouveau em São Paulo; e a Fonte Monumental, inaugurada em 1923 na capital paulista, feita em mármore de Carrara e reconhecida como a primeira obra pública realizada por uma mulher na cidade. Além dessas, produziu bustos de presidentes da República, como Campos Salles e Rodrigues Alves, além de peças como Canto das Sereias.
Nicolina recebeu diversas distinções, incluindo medalhas de prata e ouro nas Exposições Gerais de Belas Artes. Em 1929, realizou com Rodolfo Pinto do Couto uma grande mostra no Hotel Esplanada, em São Paulo, com mais de quinhentas obras. Nos últimos anos de vida, debilitada pela intensidade do trabalho, mudou-se para Petrópolis por recomendação médica.
Seu legado é o de uma artista pioneira, que abriu caminho para mulheres nas artes plásticas brasileiras. Suas esculturas se destacam pela vitalidade e pelo movimento, rompendo padrões da época e deixando marcas permanentes na paisagem urbana e na memória cultural do país. Ainda hoje, Nicolina Vaz de Assis é lembrada como uma figura central na história da escultura nacional, celebrada em exposições póstumas e estudos que reconhecem sua importância para a arte brasileira.
(Fonte Wikipédia)

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