Desde jovem engajou-se no movimento republicano e abolicionista, participando do Clube Radical e da Convenção de Itu em 1873, além de fundar jornais e instituições educacionais e sanitárias em Campinas. Tornou-se um dos principais propagandistas da República, sendo chamado de “encarnação do Partido Republicano Paulista”. Foi vereador em Campinas em 1881 e articulador da campanha republicana durante o Império.
Com a Proclamação da República em 1889, assumiu papel central na organização política, tornando-se vice-presidente de São Paulo e, em seguida, ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas no governo Deodoro da Fonseca. No cargo, promoveu reformas na imigração, colonização, telégrafos, ferrovias, navegação e agricultura. Em 1890 foi eleito deputado constituinte e, depois, deputado federal por São Paulo até 1899, destacando-se como líder da maioria e chefe do Partido Republicano Federal, que articulou a eleição de Prudente de Morais em 1894.
Sua trajetória foi marcada por embates políticos, como a cisão com Prudente e acusações durante o atentado contra o presidente em 1897, das quais se defendeu energicamente. Após breve afastamento, retornou como senador por São Paulo entre 1902 e 1916, liderando novamente a maioria e participando de debates importantes como o Código Civil e o Convênio de Taubaté. Também foi grão-mestre da maçonaria e figura influente na política nacional.
Francisco Glicério faleceu em 12 de abril de 1916, no Rio de Janeiro, aos 69 anos. Seu legado permanece em ruas e avenidas que levam seu nome em diversas cidades, e sua memória está associada à luta republicana e à consolidação da Primeira República no Brasil.
Galeria de fotos:



Nenhum comentário:
Postar um comentário