Iniciou seus estudos no Grupo Escolar Conde do Parnaíba e, posteriormente, cursou o ensino ginasial no tradicional Colégio Culto à Ciência, em Campinas. Ao retornar a Jundiaí, formou-se professor pela Escola Normal Livre, consolidando também sua atuação na área educacional. Ao longo de sua vida, exerceu a profissão de professor de matemática na antiga Escola Normal de Jundiaí e no Ginásio Luiz Rosa, sendo reconhecido por sua dedicação ao ensino.
Paralelamente à carreira acadêmica, Orlando destacou-se como cavaquinista e compositor, integrando o grupo musical Chorões do Japy, um dos representantes da tradição do choro na região. Sua atuação musical também incluiu apresentações em rádio, tendo mantido, na década de 1950, um conjunto que se apresentava regularmente nas noites de quarta-feira na Rádio Difusora de Jundiaí, contribuindo para a difusão da música popular local.
Teve participação marcante na vida pública e comunitária da cidade. Atuou por muitos anos como presidente da Associação Comercial e Industrial de Jundiaí e foi vereador por duas legislaturas pela extinta UDN, evidenciando sua forte ligação com o desenvolvimento econômico e social do município. Em 1953, durante a gestão do prefeito Luís Latorre, integrou a Comissão Organizadora da tradicional Festa da Uva, evento que marcou a inauguração do Parque Municipal Comendador Antônio Carbonari. Nessa ocasião, alcançou grande destaque ao vencer o concurso que escolheria a música-tema da festa com a marchinha “Eu Jogo Fora”, que animou o público no Cine Teatro Polytheama e se tornou símbolo daquele momento festivo.
Além de suas atividades culturais e públicas, Orlando também foi comerciante, mantendo uma atuação constante no cotidiano econômico da cidade. Sua trajetória é marcada pela versatilidade e pelo compromisso com a comunidade, transitando entre a música, a educação, a política e o comércio com igual dedicação.
Orlando Vicente D’Angieri faleceu em 2 de junho de 1996, aos 79 anos, deixando um legado significativo para Jundiaí. Sua contribuição permanece viva na memória cultural da cidade, sendo lembrado como um homem que uniu talento artístico, espírito público e envolvimento comunitário, ajudando a enriquecer a identidade local por meio da música, do ensino e da participação cívica.
Principal atividade ou função histórica: Música
Nascimento: 07 de outubro de 1916
Sepultamento: 02 de junho de 1996
Localização: Quadra 15-A - Cemitério Nossa Senhora do Desterro, Jundiaí.
Descrição do jazigo: Sepultura revestida em granito polido, destacando-se pela imponência e pela sobriedade das linhas. A tendência modernista se revela na geometria simples e na ausência de ornamentação excessiva, privilegiando a pureza das formas e o contraste entre o granito escuro e os elementos aplicados. A cruz posicionada no topo reforça o caráter religioso, enquanto as inscrições em cursiva e o brasão familiar na fachada acrescentam identidade e distinção ao conjunto. O resultado é um monumento elegante e sólido, que une tradição memorial à estética modernista.




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