Armando Zago

Armando Zago foi um expressivo escultor ítalo-brasileiro cuja trajetória artística uniu a sólida formação técnica europeia ao desenvolvimento da arte monumental e funerária no Brasil. Nascido em 10 de fevereiro de 1879, na cidade italiana de Bovolone, era filho de Giuseppe Zago, um empreiteiro da construção civil, e Ancilla Tavella. Sua inclinação para as artes manifestou-se precocemente na oficina de mármore de seu irmão mais velho, Túlio, o que levou a família a matriculá-lo na Academia Cignaroli, em Verona, aos quinze anos de idade. Posteriormente, aprimorou seus estudos na prestigiada Academia de Brera, em Milão, período em que executou a estátua de seu tio Vincenzo Zago, obra que ainda hoje integra o patrimônio do cemitério de sua cidade natal.

A vida pessoal e profissional de Zago consolidou-se inicialmente na Itália, onde se casou em 1912 com Maria Antonietta Zara, com quem teve três filhos. Em solo italiano, sua produção estendeu-se por províncias como Milão, Rovigo, Verona e Turim, dedicando-se a retratos, monumentos públicos e, notadamente, à arte cemiterial. Contudo, em 1913, motivado pela participação em um concurso para um monumento em homenagem a Giuseppe Verdi, o artista decidiu mudar-se para o Brasil, estabelecendo-se em São Paulo. Embora tenha conquistado o segundo lugar na competição, o reconhecimento obtido abriu as portas para uma carreira prolífica em território brasileiro, superando os desafios naturais da imigração.

No Brasil, Armando Zago destacou-se como um mestre da arte funerária, indo além da criação de estátuas ao projetar integralmente os elementos arquitetônicos e decorativos de túmulos e mausoléus. Em 1934, instalou sua oficina e galeria de arte na Rua Cônego Eugênio Leite, em São Paulo, onde mantinha proximidade e amizade com o também escultor veronês Eugênio Prati. Além de sua vasta produção em mármore e bronze voltada para os campos santos, Zago explorou temas animalistas em suas esculturas e deixou uma marca indelével no patrimônio cultural de outras regiões do país. Seu trabalho mais icônico no âmbito público é o Monumento aos Bandeirantes, em Goiânia, uma imponente escultura em bronze de 3,5 metros de altura cujo projeto gráfico foi assinado por ele em 1942, em colaboração com outros profissionais.

A carreira de Zago foi marcada por um breve retorno à Itália por volta de 1926, onde chegou a expor na Exposição Nacional de Arte de Verona em 1927, retornando definitivamente ao Brasil em 1929. Sua atividade artística persistiu, enfrentando as flutuações econômicas da época, até seu falecimento em 20 de janeiro de 1952, na cidade de Utinga. Hoje, seu legado é reconhecido pela maestria técnica e pela importância histórica de suas obras, que permanecem como testemunhos silenciosos da influência da escola clássica italiana na escultura brasileira do século XX.


Algumas obras que encontrei de Armando Zago no Cemitério da Consolação em São Paulo:


ARMANDO ZAGO-ARTE TUMULAR-ESCULTOR-CONSOLAÇÃO-
Abdalla Azem
Álvaro Leopoldo e Silva
Antônio Meirelles de Moraes
Bernardino Marranghello
Clementino de Sousa Castro
ARMANDO ZAGO-ARTE TUMULAR-ESCULTOR-CONSOLAÇÃO-
Emílio Franchini
Francisco Checci
Família Gazineo
Manoel Vasconcelos Martins
ARMANDO ZAGO-ARTE TUMULAR-ESCULTOR-CONSOLAÇÃO-
Fanília Minervino
ARMANDO ZAGO-ARTE TUMULAR-ESCULTOR-CONSOLAÇÃO-MEIRELLES MORAES
Prudente Meirelles de Moraes

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