Homem de grande bagagem cultural e intelectual, dominava diversos idiomas, o que lhe permitia transcender barreiras geográficas e manter-se constantemente atualizado sobre as principais vanguardas e inovações de seu segmento. Ele acompanhava com entusiasmo as publicações e revistas especializadas de diferentes países, estudando as novas tendências técnicas e estéticas sem nunca deixar que o artificialismo sobrepujasse a verdade de suas composições.
O grande diferencial de sua obra residia na profunda humanidade e no respeito de seu olhar. Enquanto muitos buscavam o grandioso ou o puramente comercial, a câmera de Oswaldo Willey Fehr estava permanentemente voltada para a poesia dos temas simples e cotidianos, carregados de realismo e emoção. Ele possuía um interesse genuíno em retratar as nuances da vulnerabilidade social e, de forma muito particular, a riqueza das marcas do tempo esculpidas na pele, nos detalhes e nas expressões das pessoas mais velhas, capturando a dignidade e a textura dessas trajetórias sem retoques que lhes retirassem a naturalidade.
Oswaldo Willey Fehr faleceu no dia 9 de julho de 1997, aos 85 anos de idade, deixando uma lacuna imensa no universo das artes visuais e um acervo precioso que funciona como um verdadeiro documento histórico de sua época. No mesmo ano de sua partida, a comunidade cultural prestou-lhe uma emocionante homenagem póstuma, organizando uma grande exposição de seus trabalhos no tradicional Gabinete de Leitura Ruy Barbosa, celebrando de forma definitiva o nome do fotógrafo que soube transformar a simplicidade, a velhice e a passagem do tempo em pura arte.
Principal atividade ou função histórica: Artes
Nascimento: 29 de novembro de 1911
Falecimento: 09 de julho de 1997
Localização: Quadra 43 - Cemitério Nossa Senhora do Desterro, Jundiaí.
Descrição do jazigo: Sepultura revestida de granito, em estilo contemporâneo.


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