Pedro Fávaro

Pedro Fávaro foi uma figura marcante na história política e administrativa de Jundiaí, exercendo papel fundamental no desenvolvimento urbano e institucional do município ao longo do século XX. Nascido em Espírito Santo do Pinhal, mudou-se ainda na infância para Jundiaí com seus pais, Ricardo Fávaro e Emília Menegatti Fávaro. De formação católica, era devoto de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, mantendo ao longo da vida uma postura pautada por valores familiares e religiosos. Ainda criança, sofreu um acidente na zona rural que resultou na perda do olho esquerdo, fato que marcou sua trajetória e levou sua família a dedicar especial atenção à sua educação.

Em Jundiaí, iniciou seus estudos com a professora Helena Lazzari, prosseguindo sua formação no Ginásio Professor Luiz Rosa e na Escola Normal de Jundiaí. Formou-se contador em uma época em que essa formação equivalia ao ensino superior, e destacou-se profissionalmente ao tornar-se o primeiro despachante juramentado do município.

Paralelamente à vida profissional, envolveu-se intensamente em atividades filantrópicas, muitas delas ligadas à Maçonaria, da qual foi membro por 55 anos. Casou-se com Vilma Nalin Fávaro, com quem teve três filhos: Pedro Fávaro Júnior, Francisco Ricardo Fávaro e Gisela Elaine Fávaro, mantendo sempre uma vida pessoal simples e fortemente centrada na família.

Sua trajetória política teve início em 1948, quando foi eleito vereador, sendo o mais jovem entre os eleitos. Atuou como líder da bancada majoritária e permaneceu na Câmara Municipal de Jundiaí até 1955, durante duas legislaturas. Nesse período, participou de iniciativas importantes, como a criação da Comissão Municipal de Trânsito, que daria origem à atual estrutura de mobilidade urbana da cidade, e da Guarda Municipal.

Servidor público da Prefeitura de Jundiaí, foi eleito prefeito com o apoio de Omair Zomignani, governando o município entre 1964 e 1969. Sua primeira gestão foi marcada por obras estruturantes, como a construção da Estação de Tratamento de Água no bairro do Anhangabaú e a implementação, em 1968, do primeiro Plano Diretor de Jundiaí — considerado pioneiro no país — sob responsabilidade do arquiteto Antônio Fernandes Panizza. Após esse período, durante a administração de Walmor Barbosa Martins, atuou como diretor de Educação, função equivalente à de secretário municipal.

Ele retornou à prefeitura para um segundo mandato entre 1977 e 1983, período em que promoveu significativa expansão da infraestrutura urbana. Destacam-se a ampliação do sistema de abastecimento de água para cerca de 90% da área urbana, a extensão das redes de esgoto para quase toda a cidade e a construção dos emissários de esgoto do rio Jundiaí Mirim. Também reforçou a legislação voltada à preservação dos mananciais, garantindo a proteção do principal recurso hídrico do município.

Durante sua gestão, foram criadas a Imprensa Oficial do Município e a Fundação Municipal de Ação Social (FUMAS), instituição responsável por políticas habitacionais e pelo serviço funerário municipal, ampliando a atuação do poder público nas áreas sociais.

Em 1988, foi eleito vice-prefeito, novamente ao lado de Walmor Barbosa Martins, exercendo o cargo entre 1989 e 1992, período em que assumiu a chefia do Executivo em duas ocasiões. Pedro Fávaro faleceu em 2004, aos 79 anos, deixando um legado significativo na história de Jundiaí, marcado pela dedicação à vida pública, pelo compromisso com o desenvolvimento urbano e pela atenção às necessidades da população.


Principal atividade ou função histórica: Política 
Nascimento: 14 de novembro de 1925
Sepultamento: 15 de maio de 2004
Localização: Quadra 47 - Cemitério Nossa Senhora do Desterro, Jundiaí.

Descrição do Jazigo: Túmulo com duas compartimentações frontais revestidas por placas cerâmicas marrons e puxadores brancos. A estrutura é retangular, marcada por linhas regulares e pela presença de uma cruz no topo, que reforça o caráter religioso. Com placas memoriais. O resultado é uma construção sóbria e funcional, sem ornamentos elaborados, mas sólida e integrada ao alinhamento dos demais mausoléus ao redor.



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