Coriolando Bolivar de Araripe Sucupira

Coriolando Bolivar de Araripe Sucupira, conhecido historicamente como Major Sucupira, foi uma das personalidades mais heróicas e multifacetadas da história brasileira e jundiaiense no século XIX. Nascido no Ceará em 3 de julho de 1843, sua trajetória de vida foi marcada por uma profunda dedicação ao serviço público e à justiça social. Ainda muito jovem, movido pelo sentimento de dever cívico, ele se engajou na Guerra do Paraguai como um dos milhares de civis que compuseram o corpo dos Voluntários da Pátria. No campo de batalha, sua bravura e competência técnica o levaram a atingir o posto de major, acumulando passagens destacadas em episódios cruciais do conflito, como os cercos de Curuzu, Humaitá e Lomas Valentinas. No entanto, foi seu desempenho na Batalha de Avaí que o consagrou definitivamente com o título de "Herói do Avaí", uma alcunha que lhe rendeu prestígio nacional e motivou até mesmo a criação de uma entidade com seu nome em São Paulo.

Com o término da guerra e a pacificação da fronteira, Coriolando buscou uma transição para a vida administrativa e civil. Demonstrou sua capacidade intelectual ao disputar e vencer um concorrido concurso público para o cargo de Tabelião Oficial em Jundiaí, competindo com outros dezessete candidatos. Ao se estabelecer na cidade paulista, residiu nas imediações da Praça Ruy Barbosa e integrou-se profundamente à vida social e política local. Seu legado em Jundiaí transcendeu a atividade cartorial: em 1888, o Major Sucupira foi um dos pilares da fundação da Sociedade Comemorativa 13 de Maio. Ao lado de figuras proeminentes da época, como Eduardo Álvaro de Castro e Francisco de Queiroz Telles, ele trabalhou ativamente para oferecer suporte, dignidade e integração social aos escravizados recém-libertos, demonstrando um caráter humanista e abolicionista à frente de seu tempo.

O Major Sucupira faleceu em Jundiaí no dia 16 de fevereiro de 1897, aos 54 anos de idade, sendo sepultado na quadra 30 do Cemitério Nossa Senhora do Desterro. Seu túmulo guarda as palavras que resumem sua existência: “Honra e trabalho, coragem, lealdade e grandeza d´alma”. O reconhecimento da cidade ao seu ilustre morador manifestou-se de forma perene no urbanismo e na arte pública. Na década de 1920, seu nome foi dado ao prolongamento da Rua do Rosário, uma intervenção necessária para a expansão dos bairros centrais que alterou a fisionomia local com a demolição da antiga Igreja do Rosário. Além da homenagem viária, a memória de sua face guerreira foi eternizada em um pedestal com busto em bronze, localizado na Praça Ruy Barbosa, em frente ao antigo Quartel de Comunicações do Exército, mantendo viva a imagem do combatente que trocou as armas pela pena e pela causa social em solo jundiaiense.

(Fonte: Fumas/Jundiaí)

Principal atividade ou função histórica: Militar
Nascimento: 03 de julho de 1843
Falecimento: 16 de fevereiro de 1897
Localização: Quadra 30 - Cemitério Nossa Senhora do Desterro, Jundiaí Sp.

Descrição do jazigo: Sepultura com pedestal e tampo de mármore, onde estão entalhadas inscrições com tendência clássica.


Foto: Li Merlucci




Galeria de fotos:
Foto: jundpédia.com.br
Foto: jundiaqui.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário