Francisco Rangel Pestana

Francisco Rangel Pestana nasceu em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, em 26 de novembro de 1839, filho de João Jacinto Pestana, imigrante da Ilha da Madeira, e de Luisa Rangel Pestana. Estudou no Colégio Curiáceo e no Colégio Pedro II, vindo para São Paulo em 1857 para ingressar na Faculdade de Direito, onde se formou em 1863. Ainda estudante, iniciou sua carreira jornalística como redator do jornal O Lírio e participou da fundação de periódicos como Timbira, Futuro e Época. Em 1868 criou o Clube Radical, embrião do Partido Republicano, e foi signatário do Manifesto Republicano de 1870, defendendo ideias como descentralização política, fim do trabalho escravo, ensino livre e sufrágio direto.

Casou-se em 1871 com Damiana Quirino dos Santos, com quem teve treze filhos. Na década de 1870 mudou-se para Campinas, onde abriu escritório de advocacia, fundou a Escola do Povo e lecionou em colégios locais. Em 1875 tornou-se redator-chefe de A Província de S. Paulo, jornal republicano que mais tarde se transformaria em O Estado de S. Paulo, sendo considerado um de seus fundadores. Também criou, junto com a esposa, o Colégio Pestana, voltado à educação feminina.

Sua carreira política começou como deputado provincial em São Paulo e, em 1884, foi eleito deputado pelo Rio de Janeiro. Com a Proclamação da República em 1889, integrou o triunvirato que governou São Paulo ao lado de Prudente de Morais e Joaquim de Sousa Mursa. Em 1890 participou da comissão que elaborou a Constituição da República e foi eleito senador por São Paulo, assinando a Carta de 1891. Desiludido com os rumos da política, afastou-se do jornal e recusou convite para o Supremo Tribunal Federal, mas continuou ativo: foi novamente senador em 1893, assumiu a vice-presidência e depois a presidência interina do Banco da República do Brasil, antecessor do atual Banco do Brasil, entre 1893 e 1895.

Nos anos seguintes, voltou a São Paulo, onde foi vereador em 1896, deputado federal pelo Rio de Janeiro em 1899 e senador em 1902. Faleceu em São Paulo em 17 de março de 1903, sendo sepultado no Cemitério da Consolação. Sua trajetória marcou profundamente o jornalismo, a política republicana e a vida institucional do Brasil no final do século XIX e início do XX.

(Wikipédia)

Principal atividade ou função histórica: Política
Nascimento: 26 de novembro de 1839
Falecimento: 17 de março de 1903
Localização: Quadra 22, terreno 1 - Cemitério da Consolação, São Paulo.
Descrição do jazigo: Em ranito polido.


Foto: Li Merlucci



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