Antônio de Queirós Telles - Barão de Jundiaí

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Antônio de Queirós Telles, o primeiro barão de Jundiaí, nasceu em 1º de fevereiro de 1789, na então Capitania de São Paulo, e faleceu em 11 de outubro de 1870, em Campinas. Foi um importante proprietário rural e político brasileiro, ligado à elite agrária paulista do século XIX. Dedicou-se à produção de café e cana-de-açúcar em seu vasto latifúndio conhecido como “Sítio Grande”, que posteriormente dividiu em grandes lotes, doando-os aos filhos, origem de fazendas como São Luís, Buritis, Boa Vista e Santa Gertrudes.

Sua vida pública foi marcada por intensa participação política e administrativa. Exerceu cargos de eleição popular, como juiz de paz, vereador e deputado à assembleia provincial, além de funções de nomeação do governo, como juiz municipal e delegado de polícia. Foi também defensor da construção de estradas de rodagem, tendo recebido do governo provincial a incumbência de fiscalizar a estrada entre São Paulo e Campinas, demonstrando sua preocupação com o desenvolvimento da infraestrutura da região.

Em 1862, construiu o Solar do Barão, uma suntuosa residência em Jundiaí que se tornou símbolo de sua posição social e econômica. O imperador Dom Pedro II chegou a se hospedar em sua casa durante visita à cidade em 1848. Mais tarde, o solar foi doado pela família à Associação das Irmãs de São Vicente de Paula e acabou transformado em museu, tombado pelo CONDEPHAAT, preservando sua memória.

Foi agraciado com o título de barão de Jundiaí em 31 de agosto de 1870, por decreto de Dom Pedro II, além de ter recebido distinções como cavaleiro, oficial e comendador da Ordem da Rosa. Sua influência se perpetuou também por meio de seus descendentes, entre eles Antônio de Queirós Teles, conde de Parnaíba, Joaquim Benedito de Queirós Teles, barão do Japi, e Ana Joaquina do Prado Fonseca, segunda baronesa de Jundiaí.

A trajetória de Antônio de Queirós Telles sintetiza a força da aristocracia rural paulista no Império, unindo poder econômico, títulos nobiliárquicos e atuação política. Seu legado permanece vivo tanto na história de Jundiaí quanto na memória da elite que moldou o Brasil do século XIX.

(Fonte: Wikipédia/Fumas.jundiai)

Principal atividade ou função histórica: político Nascimento: 1º de fevereiro de 1789 Sepultamento: 11 de outubro de 1870 Localização: Quadra 27, Cemitério Nossa Senhroa do Desterro em Jundiaí-SP. Estilo arquitetônico: Clássico

Descrição do jazigo: Conjunto com três obeliscos, dotados de pedestais de mármore sustentando esculturas do qual está também sua esposa Ana Leduína de Morais, a primeira baronesa de Jundiaí e ao meio um de seus filhos. A obra foi realizada pelos Irmãos Martinelli, de São Paulo. O Anjo com trombeta representa o juízo final, a ressurreição e também o chamado ao além. já a urna no tumulo de um de seus filhos é o contenedor da alma, na antiguidade acreditava-se que a urna guardava a alma do falecido. E uma figura feminina segurando uma guirlanda no túmulo de sua esposa representa beleza e harmonia mas também simboliza o luto, na antiguidade as guirlandas eram utilizadas para coroar os vencedores, simboliza também amor e devoção eterna.









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