Alfredo Oliani

Alfredo Oliani-ESCULTOR-CEMITÉRIO DA CONSOLAÇÃO
O escultor Alfredo Oliani, nasceu em 24 de janeiro de 1906 em São Paulo, Brasil, e faleceu em 27 de outubro de 1988 na mesma cidade. Sua habilidade artística e sensibilidade o levaram a produzir obras magníficas presentes em cemitérios, igrejas e museus.

Sua vocação desde a infância sempre foi o desenho, e em 1926 matriculou-se no curso de escultura na escola de belas artes de são Paulo, endo como professores artistas renomados como Leopoldo e Silva, Amadeu Zani e Oscar Pereira da Silva.

Em 1930 o professor de historia da arte Ulysses Paranhos encomenda uma escultura de bronze ao jovem estudante para ornamentar o tumulo de sua família no cemitério da consolação, o reconhecimento de seu trabalho veio ao final do curso agraciado com o premio Ondina Paranhos e se tornou professor da instituição.

Nos anos seguintes continuou a produzir obras tumulares atuando em conjunto com a marmoraria travolaro e com a Casa Maia. Com novos trabalhos e prêmios recebidos foi estudar na academia de Belas-Artes de Florença, estudou com Giuseppe Grazziosi.

Ao retornar de Florença instalou um ateliê no bairro do Ipiranga ministrando aulas de desenho, pintura, escultura e de agua forte (técnica estudada em Florença com mestres italianos)Produziu inúmeras obras tumulares na qual a maioria se localiza na necrópole de são Paulo, entre elas as mais conhecidas são:

Triste separação: O conjunto escultórico é grandioso, formado por uma base de granito preto polido, executada pela Casa Maia, e que serve de suporte para as quatro figuras em bronze. Uma jovem em prantos e inconsolável pela perda do seu amado joga-se ao chão, tentando tocar pela última vez em sua mão desfalecida. O corpo do jovem é carregado por dois homens vigorosos e nus.

O Ultimo Adeus: A obra traz um homem nu e vigoroso, ajoelhado ao lado de uma linda jovem, inerte e coberta por um manto. O homem envolve a jovem em seus braços para um último beijo, uma despedida dolorosa para um casal apaixonado. Esta alegoria representa o amor incondicional do casal. Essa obra escandalizou a sociedade da época, não por traduzir o amor incondicional dos amantes, mas por explorar a sensualidade e a beleza do corpo humano.

A arte de Alfredo Oliani continua a inspirar e deixar sua marca na história da escultura brasileira embora pouco ofuscada em comparação como nomes como Victor Brecheret mas suas obras tumulares que chocaram aquela sociedade ficou para a historia e pra sempre será algo de admiração.


Sua única obra que encontrei no Cemitério da Consolação em São Paulo:

Tumulo de Ullysses Paranhos
Túmulo de Ullysses Paranhos


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