Ferdinand Frick foi um escultor de origem suíça que atuou principalmente no Brasil durante o século XX. Ele nasceu em 1898, na cidade de Zurique, e faleceu em 1939 em São Paulo. Frick é considerado um dos escultores estrangeiros que contribuíram para o desenvolvimento da escultura moderna no país.
Formado na Escola de Artes e Ofícios de Zurique, iniciou sua carreira artística na Europa, onde teve contato com tendências modernas da escultura. Em 1921 mudou-se para o Brasil e se estabeleceu em São Paulo, passando a trabalhar intensamente na produção de esculturas para edifícios, monumentos públicos e obras decorativas.
Ferdinand Frick ficou conhecido principalmente por sua participação na ornamentação escultórica de importantes construções da cidade. Ele produziu relevos, estátuas e elementos decorativos que integravam a arquitetura de edifícios públicos e privados, algo muito comum na primeira metade do século XX.
Entre seus trabalhos mais conhecidos estão esculturas e relevos realizados para o Edifício Martinelli, um dos primeiros arranha-céus do Brasil e um marco da arquitetura paulistana. Nessas obras, Frick criou figuras e elementos decorativos que dialogavam com o estilo arquitetônico do prédio.
Seu estilo artístico transitava entre a tradição figurativa e as influências da arte moderna, com formas elegantes e simplificadas. Ao longo da carreira, participou de exposições e colaborou com arquitetos e construtores na criação de esculturas integradas à arquitetura.
Assim, Ferdinand Frick é lembrado como um escultor importante para a história da arte no Brasil, especialmente pela contribuição à escultura arquitetônica e pela participação na ornamentação de edifícios históricos de São Paulo.
Algumas de suas obras notáveis incluem:
- Entrada da Catedral da Sé, São Paulo (1913-1933).
- Sua primeira obra instalada no local encontra-se na Cripta se trata-se de um par de anjos tocando trombetas, tendo entre eles uma ampulheta.
- Profetas (Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel) e evangelistas (São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João) próximos ao pórtico principal da Catedral.
- São dele também as figuras de diversos santos presentes na fachada do edifício.
- Monumento a Dom João Nery, na Catedral Metropolitana de Campinas, Campinas (1922).


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