Sua história com o Brasil começou em 1918, quando desembarcou no Rio de Janeiro para participar da temporada lírica do Theatro Municipal. Percebendo a carência de uma formação profissional para artistas locais, Olenewa fundou, em 1927, a Escola de Danças Clássicas do Theatro Municipal. Esta foi a primeira instituição oficial de balé no Brasil, que hoje carrega orgulhosamente o seu nome como Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, servindo como base para a consolidação do balé clássico em solo brasileiro e para a formação de gerações de bailarinos de renome.
Em 1942, sua trajetória no Rio de Janeiro foi interrompida por um episódio controverso envolvendo alunas, o que resultou em seu afastamento. Mudou-se então para São Paulo, onde assumiu a direção da Escola Municipal de Bailado, continuando sua missão de educar e elevar o padrão da dança no país. Por mais de duas décadas, dedicou-se incansavelmente ao ensino, moldando a identidade do balé paulistano com o rigor e a paixão que lhe eram característicos.
O desfecho de sua vida foi tão dramático quanto as peças que coreografava. Em 1965, após receber um diagnóstico de câncer que posteriormente revelou-se falso, Maria Olenewa sucumbiu ao desespero. Em um ato extremo, ingeriu uma alta dose de medicamentos e saltou do sétimo andar de seu apartamento na capital paulista. Embora sua partida tenha sido trágica, seu legado permanece imbatível: Maria Olenewa não apenas ensinou passos, mas plantou a semente do profissionalismo na dança brasileira, transformando o cenário cultural do país de forma definitiva.
Principal atividade ou função histórica: Bailarina, coreógrafa, professora.
Nascimento: 28 de março de 1896
Falecimento: 15 de maio de 1965
Localização: Quadra 82 - terreno 3 - Cemitério da Consolação, São Paulo.
Descrição do jazigo: Base tumular construída em blocos de granito bruto em tons de marrom, que serve de moldura para uma pequena porta de bronze adornada com um relevo da Sagrada Família e uma cruz central. Sobre essa estrutura de suporte, ergue-se o elemento principal: uma construção em granito negro polido que emula o formato de um esquife (caixão), com laterais facetadas e acabamento refinado. Na lateral do esquife, placas metálicas identificam os membros da família. O conjunto é delimitado do lado direito por duas pequenas colunas de granito marrom, que mantêm a unidade estética entre o rústico da base e o polido da parte superior.
| Foto: Li Merlucci |
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