Ullysses Paranhos

Ullysses de Freitas Paranhos foi um médico, ensaísta e intelectual brasileiro, lembrado por sua atuação na medicina e por sua contribuição à vida cultural e acadêmica do país. Nascido em São Paulo em 15 de abril de 1880, filho de Manoel de Freitas Paranhos e Carolina Júlia Pereira Paranhos, ele estudou em São Paulo e Buenos Aires antes de se formar em Medicina pela Faculdade da Bahia. Posteriormente, doutorou-se no Rio de Janeiro e se destacou como pesquisador e conferencista, sendo membro da Academia Nacional de Medicina e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, além de ter participado da fundação da Academia Paulista de Letras.

Sua produção intelectual foi vasta e diversificada, abrangendo tanto obras médicas quanto textos literários e de crítica cultural, com livros como Discursos e Conferências (1913), Ensaios (1917), Idéias e Comentários (1926) e Palas: síntese de história da arte (1935). Também foi reconhecido por sua atuação como historiador e crítico, recebendo medalhas como a Rio Branco, Rui Barbosa e Almeida Júnior.

No campo científico, Ullysses teve papel relevante na criação do Instituto Pasteur de São Paulo em 1903, voltado para a produção de vacinas contra a raiva e tratamento antirrábico, demonstrando sua preocupação com a saúde pública. Além disso, consolidou sua importância na área médica como fundador da Sociedade de Gastroenterologia de São Paulo. Ullysses faleceu em São Paulo em 9 de outubro de 1954, deixando um legado que uniu ciência, literatura e crítica cultural, exemplificando como os intelectuais do início do século XX contribuíram para o desenvolvimento das artes e das ideias no Brasil.


Principal atividade ou função histórica: Medicina
Nascimento: 15 de abril de 1880
Falecimento: 9 de outubro de 1954
Localização: Quadra  - Cemitério da Consolação, São Paulo.

Descrição do jazigo: Este túmulo em bronze de São Francisco de Assis para o túmulo de Ullysses Paranhos foi concebido pelo escultor Alfredo Oliani e transmite uma atmosfera de devoção e serenidade. A figura do santo aparece de braços abertos, com o hábito franciscano e pés descalços, em postura de acolhimento e bênção. Originalmente, a obra contava com pombos posicionados na parte superior, reforçando o simbolismo da paz e da ligação de São Francisco com a natureza, mas esses elementos foram roubados ao longo do tempo. Mesmo com essa perda, o monumento mantém sua imponência e valor artístico, destacando-se como uma peça de grande relevância na arte funerária brasileira.


Foto: Li Merlucci


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