Haydée Dumangin Mojola

Haydée Dumangin Mojola foi uma das mais brilhantes e produtivas figuras da cultura paulista, ocupando um lugar de honra na memória de Jundiaí como educadora, musicista e compositora. Nascida em 21 de março de 1898, ela carregava em sua genealogia o espírito da construção e do desenvolvimento: era filha de Maurício Dumangin, arquiteto francês cujos traços definiram marcos arquitetônicos da cidade, como o prédio original do Hospital São Vicente de Paulo e as elegantes instalações da Companhia Paulista de Estradas de Ferro no atual Complexo Fepasa.

A trajetória de Haydée, contudo, desdobrou-se na arquitetura dos sons. Ao longo de sua vida, ela demonstrou uma versatilidade criativa impressionante, compondo um total de 142 obras que transitaram entre o erudito e o popular, incluindo valsas, marchas e baiões. Sua sensibilidade literária a levou a musicar versos de gigantes da literatura brasileira, como Olavo Bilac e Guilherme de Almeida, elevando a poesia nacional através de suas melodias. Sua presença era constante na vida cívica e religiosa, sendo a autora dos hinos de escolas tradicionais, como o Conde de Parnaíba e o Siqueira de Moraes, além de composições sacras para diversas paróquias, com destaque para o Hino de Nossa Senhora do Desterro, padroeira de sua terra natal.

O ápice de seu reconhecimento público deu-se com a criação do Hino Oficial de Jundiaí, obra que sintetiza a identidade e o orgulho do povo jundiaiense e que permanece como um dos maiores símbolos oficiais do município. Através dessa composição, a professora Haydée conseguiu imortalizar o espírito da cidade em uma melodia que atravessa gerações, sendo executada em todos os momentos solenes da história local. Sua dedicação ao ensino da música também foi fundamental para a formação de inúmeros talentos, consolidando seu papel como uma mestra que educava tanto pela técnica quanto pela inspiração.

Haydée Dumangin Mojola faleceu em 4 de dezembro de 1965, mas sua voz artística continua ecoando toda vez que o hino da cidade é cantado. Ela deixou um legado que une a precisão técnica herdada da disciplina de seu pai à doçura das notas que compôs. Mais do que uma professora, ela foi a regente de uma parte essencial da alma cultural de Jundiaí, sendo recordada hoje como a mulher que deu melodia à história e à fé de sua comunidade.

Principal atividade ou função histórica: Cultural
Nascimento: 21 de março de 1898
Falecimento: 4 de dezembro de 1965
Localização: Quadra 13 - Cemitério Nossa Senhora do Desterro, Jundiaí SP.

Descrição do jazigo: Sepultura em granito polido marrom apresenta proporções amplas e aspecto sólido, transmitindo imponência e durabilidade. No topo, destaca-se uma cruz que reforça o simbolismo cristão, enquanto a lápide frontal traz inscrições detalhadas com nomes e datas de membros da família.


Foto: Li Merlucci



Galeria de fotos:
Felisa e Mauricio, com as filhas Amélie e Haydée.
Foto: Famille Dumangin.
Seu casamento com Pedro Calau Mojola em 1921.
Foto: dumangin.blogspot
Jogando xadrez com o sobrinho Mario Dumangin Santos atras os filhos Mauricio e Mercedes.
Entre os filhos mauricio e mercedes e no colo a neta Maria haydee.
Com seu filho Maurício.

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