Sua maior paixão, entretanto, foi a imprensa, área onde exerceu um papel de liderança por quase meio século. Ainda jovem, colaborou com o jornal A Folha e atuou como correspondente do periódico paulistano A Plateia. Em 1900, fundou seu próprio jornal, O Sentido, e em 1905 assumiu a direção de A Folha, permanecendo à frente do veículo até 1944. Foi também um entusiasta da cultura e do registro histórico, sendo um dos responsáveis pela publicação do "Almanach de Jundiahy" em 1911, obra que reunia poesias, passatempos e dados estatísticos da cidade.
Tibúrcio foi um exímio articulador de instituições que definiram a identidade jundiaiense. Ele participou ativamente da fundação do Grêmio dos Empregados (1900), da Banda Paulista (1902), do Gabinete de Leitura Ruy Barbosa (1908) e do Paulista Futebol Clube (1909). No âmbito esportivo, enquanto presidente do Paulista em 1915, liderou a construção do Estádio da Vila Leme. Além de seu fomento às bandas de música, ele teve um papel crucial na esfera social ao integrar, junto a Eloy Chaves e Francisco Paes Leme de Monlevade, a comissão que redigiu a lei de criação da Caixa de Aposentadorias e Pensões dos Ferroviários em 1923.
Na vida pública, exerceu o cargo de vereador por duas legislaturas e foi subprefeito de Jundiaí em 1930. Quatro anos mais tarde, colaborou na organização da 1ª Exposição Vitivinícola e Industrial, evento que deu origem à tradicional Festa da Uva. Atuou ainda como Juiz de Paz e suplente da Comarca. Tibúrcio faleceu em 29 de fevereiro de 1948, aos 70 anos. Seu velório ocorreu no Gabinete de Leitura Ruy Barbosa e seu enterro foi marcado por homenagens de diversas bandas sinfônicas da região. Em reconhecimento ao seu legado, seu nome batiza hoje uma escola em Várzea Paulista e uma praça localizada em frente ao Mosteiro de São Bento, no coração de Jundiaí.
Principal atividade ou função histórica: jornalista e ferroviário
Nascimento: 8 de setembro de 1877
Falecimento: 29 de fevereiro de 1948
Localização: Quadra 3 - Cemitério Nossa Senhora do Desterro, Jundiaí.
Descrição do jazigo: Sepultura em granito se destaca pela imponência e pela sobriedade de suas linhas, marcada pela escultura de Jesus Cristo em mármore com os braços abertos, obra do artista plástico e arquiteto italiano Sylvio Graziani, radicado em Jundiaí. Graziani, responsável por diversas criações na necrópole, imprimiu aqui sua assinatura estética, unindo a força simbólica da figura sacra à solidez da pedra polida. O contraste entre o granito escuro e o bronze da escultura confere ao conjunto uma atmosfera de reverência e monumentalidade, tornando o túmulo não apenas um espaço de memória, mas também uma obra de arte funerária de grande valor.
| Foto: Li Merlucci |




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