Antônio da Silva Prado, conhecido como Conselheiro Antônio Prado, nasceu em São Paulo em 25 de fevereiro de 1840 e faleceu no Rio de Janeiro em 23 de abril de 1929. Filho de Martinho da Silva Prado e de Veridiana Valéria da Silva Prado, pertencia a uma das famílias mais influentes da aristocracia cafeeira paulista. Formou-se em Direito pela Faculdade de São Paulo em 1861 e fez especialização em Paris.
Durante o Segundo Reinado, iniciou sua carreira política como chefe de polícia e deputado provincial, tornando-se depois deputado geral pelo Partido Conservador. Foi proprietário do jornal Correio Paulistano, onde defendia suas ideias, e destacou-se como abolicionista, participando da elaboração da Lei dos Sexagenários em 1885 e da Lei Áurea em 1888, ao lado da princesa Isabel. Incentivou a imigração italiana e a expansão ferroviária, sendo um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Imigração.
Na República, tornou-se o primeiro prefeito de São Paulo, cargo que ocupou de 1899 a 1911, sendo o mais longevo da história da cidade. Sua gestão foi marcada pela modernização urbana, com obras como a Pinacoteca do Estado, a Estação da Luz, a Avenida Tiradentes e a implantação da energia elétrica e dos bondes elétricos. Também esteve ligado à construção do Teatro Municipal, inaugurado pouco depois de deixar o cargo.
Além da política, foi cafeicultor, empresário e banqueiro. Administrou grandes fazendas de café, como Guatapará e Santa Veridiana, e foi proprietário do Banco do Comércio e Indústria de São Paulo, da Companhia Paulista de Estradas de Ferro e de empreendimentos como o balneário do Guarujá. Sua atuação consolidou São Paulo como centro econômico e cultural do país.
Nos últimos anos, afastou-se da política, mas em 1926 ajudou a fundar o Partido Democrático. Casado com Maria Catarina da Costa Pinto, teve oito filhos, entre eles Paulo Prado, intelectual modernista, e Antônio Prado Júnior, que também foi prefeito de São Paulo. Sua memória é preservada em homenagens como a Praça Antônio Prado, no centro da capital, e no município gaúcho de Antônio Prado, fundado por imigrantes italianos em reconhecimento ao seu apoio à colonização.
Sua trajetória sintetiza a transição do Brasil imperial para a República, marcada pela luta abolicionista, pela modernização urbana e pelo protagonismo da elite cafeeira na política e na economia nacional.
Principal atividade ou função histórica: Política e administrativa. Nascimento: 25 de fevereiro de 1840 Falecimento: 23 de abril de 1929 Localização: Quadra 29, terreno 2 - Cemitério da Consolação, São Paulo.
Descrição do jazigo: Obra tumular em mármore branco rajado, de formato retangular e cerca de 80 cm de altura, que transmite imponência e sobriedade. Sobre a base, há uma estrutura triangular com uma cruz latina na cabeceira, símbolo da fé cristã. Na parte inferior, destaca-se o livro aberto, representando o cumprimento dos deveres em vida e a ideia de predestinação. Na frente, uma lápide de mármore dá acesso ao interior e acima dela está a placa com nome e datas do Conselheiro. O conjunto é cercado por um gradil de ferro decorado, que delimita e ornamenta o espaço.
(Fonte: Wikipédia)
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| Foto: Li Merlucci |



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