Desde jovem demonstrou interesse pelas artes e ingressou no tradicional Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, escola que teve papel fundamental na formação de escultores, artesãos e técnicos ligados à produção artística e industrial da cidade. No Liceu recebeu formação técnica e artística que o levou a se especializar na escultura e principalmente na fundição em bronze, técnica essencial para a produção de monumentos e esculturas públicas.
Ao longo de sua carreira, Roque de Mingo destacou-se tanto como escultor quanto como mestre de fundição. Suas obras em bronze foram instaladas em diferentes cidades brasileiras, além de aparecerem em monumentos funerários em cemitérios históricos como o Cemitério da Consolação e também em cemitérios da cidade de Jaú. A produção de esculturas para jazigos e monumentos funerários fazia parte de um importante campo da escultura paulista na primeira metade do século XX, onde escultores e fundidores colaboravam na criação de anjos, bustos, figuras simbólicas e retratos em bronze.
Entre seus trabalhos conhecidos estão diversas esculturas decorativas e monumentais. Um de seus primeiros trabalhos foi a escultura “Águia”, realizada em 1914, que demonstra sua habilidade na modelagem e na fundição de formas naturalistas. Em 1923, produziu as lagostas da Fonte Monumental da Praça Júlio Mesquita, localizada no centro da cidade de São Paulo, um exemplo de escultura ornamental integrada à arquitetura urbana. Em 1940, executou o busto em bronze do marechal Cândido Rondon (José Arouche de Toledo Rondon), obra que evidencia sua atuação também no campo da escultura comemorativa e de retrato.
O reconhecimento de sua trajetória artística veio também por meio de premiações. Em 1959, recebeu a medalha de ouro do Salão Paulista de Belas Artes, uma das principais distinções concedidas a artistas no estado de São Paulo durante o século XX.
Roque de Mingo construiu uma carreira sólida dedicada à escultura e à fundição artística, contribuindo para a paisagem urbana e para o patrimônio artístico paulista. Suas esculturas em bronze, presentes em espaços públicos e cemitérios, permanecem como testemunhos de sua habilidade técnica e de sua participação no desenvolvimento da escultura brasileira.
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| Anúncio publicitário, quando a fundição já funcionava em novo endereço. (Fonte: Bronzes Artísticos, 1934) |

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