Roque de Mingo

Roque de Mingo foi um escultor, artista plástico e mestre fundidor brasileiro que teve atuação importante na produção de esculturas em bronze no estado de São Paulo ao longo do século XX. Ele nasceu em 7 de julho de 1890, na cidade de São Paulo, filho de imigrantes italianos originários da província de Cosenza. Faleceu também em São Paulo, no ano de 1972, aos 82 anos.

Desde jovem demonstrou interesse pelas artes e ingressou no tradicional Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, escola que teve papel fundamental na formação de escultores, artesãos e técnicos ligados à produção artística e industrial da cidade. No Liceu recebeu formação técnica e artística que o levou a se especializar na escultura e principalmente na fundição em bronze, técnica essencial para a produção de monumentos e esculturas públicas.

Ao longo de sua carreira, Roque de Mingo destacou-se tanto como escultor quanto como mestre de fundição. Suas obras em bronze foram instaladas em diferentes cidades brasileiras, além de aparecerem em monumentos funerários em cemitérios históricos como o Cemitério da Consolação e também em cemitérios da cidade de Jaú. A produção de esculturas para jazigos e monumentos funerários fazia parte de um importante campo da escultura paulista na primeira metade do século XX, onde escultores e fundidores colaboravam na criação de anjos, bustos, figuras simbólicas e retratos em bronze.

Entre seus trabalhos conhecidos estão diversas esculturas decorativas e monumentais. Um de seus primeiros trabalhos foi a escultura “Águia”, realizada em 1914, que demonstra sua habilidade na modelagem e na fundição de formas naturalistas. Em 1923, produziu as lagostas da Fonte Monumental da Praça Júlio Mesquita, localizada no centro da cidade de São Paulo, um exemplo de escultura ornamental integrada à arquitetura urbana. Em 1940, executou o busto em bronze do marechal Cândido Rondon (José Arouche de Toledo Rondon), obra que evidencia sua atuação também no campo da escultura comemorativa e de retrato.

O reconhecimento de sua trajetória artística veio também por meio de premiações. Em 1959, recebeu a medalha de ouro do Salão Paulista de Belas Artes, uma das principais distinções concedidas a artistas no estado de São Paulo durante o século XX.

Roque de Mingo construiu uma carreira sólida dedicada à escultura e à fundição artística, contribuindo para a paisagem urbana e para o patrimônio artístico paulista. Suas esculturas em bronze, presentes em espaços públicos e cemitérios, permanecem como testemunhos de sua habilidade técnica e de sua participação no desenvolvimento da escultura brasileira.


escultor-cemitério da consolação-arte tumular-roque de mingo
Anúncio publicitário, quando a fundição já funcionava em novo endereço.
(Fonte: Bronzes Artísticos, 1934)


Algumas de suas obras que encontrei no Cemitério da Consolação em São Paulo/SP:

escultor-cemitério da consolação-arte tumular-roque de mingojoão kfouri
Família João Kfouri
escultor-cemitério da consolação-arte tumular-roque de mingo-Jonh e Mary Jane Kenworthy
Jonh e Mary Jane Kenworthy
(Escultura femina furtada)
escultor-cemitério da consolação-arte tumular-roque de mingo
José de Paula Leite Barros


















Galeria de fotos:


Nenhum comentário:

Postar um comentário