Giulio Starace, também conhecido como Julio Starace, nasceu em Giugliano, Nápoles, Itália, no dia 6 de abril de 1887, e faleceu em São Paulo, Brasil, em 31 de março de 1952, aos 64 anos. Escultor de grande relevância, foi adepto do neoclassicismo e do realismo, produzindo obras em bronze, mármore e granito que se tornaram marcos em diversas cidades de São Paulo e Minas Gerais.
Formou-se na Real Academia de Belas Artes de Nápoles, onde foi discípulo do renomado escultor Filippo Cifariello. Ainda na Itália, conquistou prêmios importantes, como o da Sociedade de Belas Artes “Salvador Rosa” em 1910 e a medalha de prata na Exposição Internacional de Arezzo em 1911. Em 1911 migrou para a América do Sul, passando pela Argentina, e no ano seguinte fixou-se definitivamente no Brasil, em São Paulo, aos 25 anos. Tornou-se professor do Liceu de Artes e Ofícios, instituição fundamental para a formação artística da época.
Casou-se em 1914 com Lady Bayeux, pertencente a uma tradicional família de Campinas, e manteve seu ateliê no Liceu até 1930, quando transferiu seu estúdio para sua residência na Alameda Tietê, próxima à Avenida Paulista, região da elite paulistana. Realizou exposições individuais em 1913 e 1936, sendo amplamente reconhecido por seus pares e pela sociedade. Participou de diversos concursos públicos, que resultaram na instalação de suas esculturas em praças e parques, consolidando sua presença no espaço urbano brasileiro.
Starace iniciou sua notoriedade com bustos de figuras públicas e obras de arte tumular, mas foi com os grandes monumentos em praças que se tornou celebrado. Entre suas criações destacam-se: Fonte dos Amores (1930), em mármore, instalada em Poços de Caldas; Minas ao Brasil (1930), em bronze, também em Poços de Caldas; e o Monumento à Civilização Mineira (1930), situado na Praça da Estação em Belo Horizonte. No campo da arte funerária, produziu obras marcantes como o Túmulo do governador Bernardino de Campos (1919), o Mausoléu da família Salim Tauf Maluf (1924), além de esculturas para os túmulos de José Luiz de Oliveira Borges (1924), Íria Alves Ferreira (1929), Augusto de Oliveira Camargo (1937), e a capela em granito da família Souza Aranha, entre outros.
Sua trajetória revela um artista profundamente ligado à tradição europeia, mas que soube se inserir no contexto brasileiro, deixando um legado duradouro tanto na arte funerária quanto nos monumentos públicos. Giulio Starace permanece como um dos grandes nomes da escultura ítalo-brasileira, cuja obra atravessa o tempo e continua a marcar a paisagem cultural de São Paulo e Minas Gerais.
(Fonte: Wikipédia)
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| Clodomiro Ferreira de Camargo |











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