Ana Pinto Duarte Paes

Ana Pinto Duarte Paes, carinhosamente imortalizada na memória coletiva como Dona Aninha, foi uma figura central e pioneira na estruturação do ensino na cidade de Jundiaí. Nascida na capital paulista em 6 de dezembro de 1892, ela consolidou sua vocação acadêmica ao formar-se pelo prestigiado Instituto Caetano de Campos, um dos principais centros de excelência pedagógica do país na época. Munida de uma visão educacional transformadora, Ana mudou-se para Jundiaí em 1911 para iniciar sua trajetória profissional no Colégio Florence, instituição que gozava de grande prestígio nacional e funcionava no coração da cidade, na Rua Barão de Jundiaí.

Sua ascensão na carreira foi marcada por um espírito de liderança notável, culminando na assunção da diretoria do Colégio Florence na década de 1920. Em 1928, Dona Aninha realizou um feito histórico ao transformar a instituição na Escola Normal Livre de Jundiaí, criando o primeiro grande polo de formação para professores primários na região. Seu trabalho não se restringia apenas às salas de aula; ela estava profundamente inserida no tecido social e cívico. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, demonstrou seu fervor patriótico ao converter as dependências de sua escola em uma oficina de apoio logístico, coordenando pessoalmente a confecção de fardamentos para as tropas paulistas que lutavam no front.

A influência de seu trabalho alcançou um novo patamar em 1946, quando sua escola foi encampada pela Prefeitura de Jundiaí e posteriormente transferida ao Governo do Estado. Este processo deu origem ao Instituto de Educação, o primeiro estabelecimento oficial de ensino médio da cidade, que mais tarde seria renomeado como Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau (EEPSG) Dom Gabriel Paulino Bueno Couto. O acervo e a metodologia implementados por Ana serviram como semente para o surgimento de diversas outras unidades escolares no município, consolidando-a como a "mestra das mestras".

Na vida pessoal, Ana Pinto Duarte Paes uniu-se a João Duarte Paes, pertencente a uma família tradicional jundiaiense com fortes laços nas áreas das artes e da educação, o que reforçou ainda mais seu compromisso com o desenvolvimento cultural local. Dona Aninha faleceu em 12 de outubro de 1965, mas seu legado permanece vivo não apenas nos registros históricos, mas também na denominação de unidades de ensino paulistas, uma justa homenagem do Governo do Estado de São Paulo à mulher que dedicou mais de meio século de vida à construção da identidade educacional de Jundiaí.


Principal atividade ou função histórica: Educacional
Nascimento: 6 de dezembro de 1892
Sepultamento: 12 de outubro de 1965
Localização: Quadra 5 - Cemitério Nossa Senhora do Desterro, Jundiaí.
Descrição do jazigo: Sepultura em granito polido.

(Fonte: Fumas/Jundiaí)

Foto: Li Merlucci



Galeria de fotos:

Foto: jundpedia.com.br

Foto/acervo: Prof.Maurício Ferreira.

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