Luigi Brizzolara

Luigi Brizzolara-ESCULTOR-CONSOLAÇÃO-ARTE TUMULAR-
Luigi Brizzolara nasceu em Chiavari, na Itália, em 11 de junho de 1868, filho de António Brizzolara e Giuseppina Della Cella. Desde jovem demonstrou talento para a escultura e, por volta dos vinte anos, mudou-se para Gênova, onde ingressou na Academia Linguística de Belas Artes. Tornou-se discípulo do escultor G. Scanzi, com quem produziu sua primeira obra de destaque, a estátua Ismael Moribundo, premiada com medalha de prata na mostra colombiana de Gênova em 1892. Pouco depois, venceu o concurso para a tumba de G.B. Castagnola, no Cemitério Monumental de Staglieno, consolidando sua reputação como escultor funerário. Ao longo dos anos, realizou diversos monumentos e bustos, como o de Paolo Giacometti e o de Elia Lavarello, além de obras religiosas para a Igreja de São João Batista em Chiavari. Em 19 de novembro de 1904 casou-se com Maria Ranzini, em Gênova.

Sua carreira internacional ganhou força em 1907, quando venceu, junto ao arquiteto G. Morelli, o concurso para o monumento comemorativo do Centenário da Independência da Argentina, em Buenos Aires. Embora o projeto não tenha sido executado, destacou-se pela grandiosidade e eloquência. Em 1919 participou do concurso para o monumento ao Centenário da Independência do Brasil, ficando em segundo lugar. Apesar disso, deixou marcas importantes no país: realizou o mausoléu da família Matarazzo no Cemitério da Consolação, esculturas no Hospital Matarazzo, além de monumentos e estátuas como as de Raposo Tavares e Fernão Dias no Museu Paulista, e a estátua do bandeirante Anhanguera na Avenida Paulista. Sua obra mais célebre no Brasil foi o monumento a Carlos Gomes, inaugurado em 1922 em frente ao Teatro Municipal de São Paulo, oferecido pela comunidade italiana em homenagem ao centenário da Independência.

Brizzolara também participou de concursos para monumentos no Rio de Janeiro, como o da Proclamação da República, em 1923, no qual obteve a primeira colocação, embora o projeto não tenha sido executado. Após retornar à Itália, continuou produzindo obras significativas, como o monumento comemorativo ao término da Primeira Guerra Mundial em Chiavari, em 1928. Reconhecido por sua contribuição artística, foi professor na Academia Linguística de Belas Artes e recebeu o título de acadêmico de Brera, honoris causa.

Luigi Brizzolara faleceu em Gênova em 11 de abril de 1937, aos 68 anos, deixando um legado marcado por monumentos imponentes, obras funerárias de grande sensibilidade e esculturas que atravessaram fronteiras, tornando-o um dos nomes relevantes da escultura italiana e internacional de sua época.


Algumas de suas obras que encontrei no Cemitério da Consolação em São Paulo:

Luigi Brizzolara-ESCULTOR-CONSOLAÇÃO-ARTE TUMULAR-MACHADO
Antônio de Alcântara Machado de Oliveira e Joaquim Machado de Oliveira.
Luigi Brizzolara-ESCULTOR-CONSOLAÇÃO-ARTE TUMULAR-CARVALHO
Antônio Marcelino de Carvalho e Paulo Machado de Carvalho.
Luigi Brizzolara-ESCULTOR-CONSOLAÇÃO-ARTE TUMULAR-MATARAZZO
Família do conde Francesco Matarazzo.




















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