Richard Leroy McKinley (Cemitério de Arlington, EUA):
É considerado o túmulo individual mais perigoso do mundo. Especialista do exército, morreu na explosão do reator experimental SL-1 em 1961. Seu corpo absorveu tanto urânio e subprodutos que se tornou uma fonte ativa de contaminação. Foi enterrado em um caixão duplo de chumbo, dentro de uma abóbada metálica com paredes de aço de 30 cm, selada a vácuo e totalmente cercada por concreto armado.
Marie Curie (Panteão de Paris, França):
Famosa cientista que descobriu o rádio e o polônio. Sepultada em um caixão revestido com quase 3 centímetros de chumbo maciço para bloquear as emissões gama que continuam emanando de sua ossada.
Bombeiros de Chernobyl (Cemitério Mitinskoe, Rússia):
As primeiras vítimas do desastre de Chernobyl (1986) absorveram doses maciças de radiação diretamente do núcleo exposto. Seus corpos viraram material de risco biológico e radioativo. Eles foram envoltos em plástico, colocados em caixões de madeira e soldados de forma hermética dentro de estruturas de zinco e chumbo, com as covas cobertas por toneladas de concreto.
Vítimas de Goiânia (Cemitério Parque, Brasil):
O acidente com o Césio-137 em 1987 gerou as sepulturas mais protegidas do Hemisfério Sul. Os corpos foram revestidos com lençóis de chumbo e colocados em caixões de fibra de vidro com chumbo de 600 kg. As sepulturas são verdadeiros bunkers subterrâneos de concreto armado. Destacam-se:
Leide das Neves Ferreira: A menina de 6 anos que ingeriu o pó brilhante de Césio-137. Seu enterro gerou protestos na época por medo de contaminação, exigindo blindagem total de engenharia para conter a radiação por séculos.
Maria Gabriela Ferreira: Tia de Leide e a primeira pessoa a associar o pó brilhante aos sintomas de mal-estar da família, salvando a cidade de uma tragédia ainda maior.
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