Nascido em Itu, São Paulo, em 22 de junho de 1910, ele era tetraneto do bandeirante Bartolomeu Bueno. Descobriu sua vocação na adolescência e ingressou na Ordem Carmelita, adotando o nome de Frei Gabriel. Partiu para Roma em 1930, onde viveu por 17 anos. Na Itália, ordenou-se sacerdote em 1933, diplomou-se em Biblioteconomia pelo Vaticano e concluiu seu doutorado em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana. Antes de se tornar bispo, atuou em Roma como professor universitário e Assistente Geral de sua Ordem.
Em 1946, o Papa Pio XII o elegeu bispo. Adotou como lema “Sou filho de tua Serva!” (FILIVS ANCILLAE TVAE). De volta ao Brasil, sua trajetória foi marcada por uma saúde muito frágil: enfrentou por décadas uma grave tuberculose pulmonar. Mesmo com limitações físicas, atuou com firmeza como bispo auxiliar nas dioceses de Jaboticabal, Curitiba, Taubaté e São Paulo, e esteve presente em todas as quatro sessões do histórico Concílio Vaticano II (1962–1965).
O ápice de seu ministério ocorreu em 21 de novembro de 1966, quando o Papa Paulo VI o nomeou o primeiro bispo diocesano de Jundiaí, função que exerceu até o fim da vida. Em 1972, Dom Gabriel teve um papel histórico ao ser um dos redatores e signatários do documento "Testemunho de Paz", a primeira manifestação oficial do episcopado brasileiro que denunciava abertamente as prisões políticas e as torturas praticadas pela ditadura militar.
Dom Gabriel faleceu em Jundiaí no dia 11 de março de 1982 e foi sepultado na cripta da Catedral de Nossa Senhora do Desterro. Devido à sua vida humilde e consolidada fama de santidade, a Diocese de Jundiaí e os Carmelitas abriram seu processo de canonização. Com a validação de suas virtudes pela Santa Sé, ele recebeu oficialmente o título de Servo de Deus, e seu processo atualmente tramita em Roma.
Principal atividade ou função histórica: Religioso
Nascimento: 22 de junho de 1910
Sepultamento: 11 de março de 1982
Localização: Cripta da Matriz Nossa Senhora do Desterro, Jundiaí.
Galeria de fotos:



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